sábado, 11 de setembro de 2010

O que estou fazendo aqui?

Às vezes sou toma por essa pergunta: O que estou fazendo aqui?


Parece estranho dizer isso, mas às vezes me sinto perdida e solitária, mesmo sendo rodeada de pessoas. Esta semana foi riquíssima em aprendizado para mim. Não estou falando de cursos acadêmicos, porem de coisas da vida. Estou cada vez mais próxima de algo muito importante que não consigo ver o que é. Essa sensação esta cada dia mais presente.

Nesta semana eu comecei o curso de moda, não que eu seja cheia de estilo, mas sinto a necessidade de esta rodeada de beleza. Não me importa qual: as flores ou o olhar de alguém especial. Nossa!!! Essa me fez lembrar de um acontecimento muito importante.

Eu tenho um amigo muito querido que é voluntário em um curso pré vestibular. Em certo dia, nos reencontramos depois de um período sem nos vermos ele me convidou para conhecer o tal local. Fui num destes finais de semana. Peguei a bicicleta, porque gosto de pedalar de vez em quando, chegando lá, conheci os colegas dele e naquela zoação fui apresentada a um professor de literatura.

Conversa vai, conversa vem e ele me fez uma pergunta capciosa.

- Por que é tão difícil olhar nos olhos de quem se ama?

Eu parei naquele momento e pensei sustentando o seu olhar. A minha mente foi de encontro com um par de olhos que a muito tenho observado atentamente tentado entender por que eles me atraem tanto. Sou até capaz de dizer quantos pontinhos tem aquela íris cor de mel. Foi quando de súbito respondi.

- Para mim, não. É o lugar onde me sinto mais  confortável.

Foi com se uma bomba explodisse naquele lugar. Todos passaram a comentar minha resposta. Nas semanas seguintes a houve muitos comentários a respeito desta minha resposta. Não entendia muito bem o porquê. Ai! A curiosidade tinha que ser satisfeita.

Descobrir que essa pergunta simples pra mim, não era tão simples para um bocado de pessoas. Depois de se aninha ao meio de quem se ama, sentir o olhar deste é maravilhoso. Acho que fui mal acostumada. Meus amores sempre me deixavam ver o quanto gostava de me olhar nos olhos. É o primeiro contato, a primeira conexão de quem pode um dia chegar a ser amado. Mas às vezes juro que me pergunto:

- O que estou fazendo aqui?

Eu sei, que não há outro lugar que queira ir.

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