Contar histórias pode parecer fácil, mas acreditem não é. Invento-as já não lembro desde quando. Acredito que começou quando usava flaudas e já tinha a necessidade de um certo isolamento. Não que fosse uma criança solitária, porém precisava pensar nas coisas que observava. Algumas vezes eram as formigas as minha companheiras quando sentava-me nos canteiros do jardim de mamãe. Era tão pequena que as verduras pareciam árvores enormes. Acredito que foi ai que a minha imaginação começou a tomar forma e crescer. As lembras de minha infância é o lugar mais acochegante que visito em minha mente quando o meu mundo atual fica nebuloso. Quando mergulho mais fundo encontro os olhos que muitas vezes me fizeram acreditas na vida. Eram olhos de um homem de quarenta anos possuidor de mãos calejadas de trabalho braçal e um coração generoso e gentil, no qual eu orgulhosamente chamo de Pai. Um homem que não possuía a beleza de um deus grego, mas com um sentimental de dar inveja a qualquer um deles.
Lembro-me de varias vezes ser lançada em seus braços e aninha em seu meio, com os ouvido colado em seu peito ouvindo a batida de seu coração e as historias de sua infância biográfica. Até hoje o paraíso para mim. O único lugar que sentia-me segura. Hoje sou adulta, mas gostaria muitas vezes de ser aquela menininha que se emocionava com o olhar e o amor de seu Herói.
Acho que é isso que precisamos de Heróis como o meu de infância. Se você precisa de um Herói busque-o no lugar mais sagrado do mundo, na inocência e pureza de sua infância e sejam felizes...É isso que desejo que sejam felizes por que me fará feliz também.

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